Biossegurança: cuidados evitam risco de infecção cruzada nos atendimentos odontológicos

 

1. QUAIS SÃO OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) QUE O CIRURGIÃO-DENTISTA DEVE UTILIZAR DURANTE OS ATENDIMENTOS ODONTOLÓGICOS?

Durante um atendimento odontológico de rotina, o cirurgião-dentista deverá utilizar luva, máscara, gorro, avental de manga longa. Estes EPI devem ser descartáveis. Os não-descartáveis são os óculos de proteção. Para

os casos cirúrgicos – como, por exemplo, a extração de um dente – os EPI devem estar esterilizados.

Orientando o Paciente

2. QUAIS SÃO AS ÁREAS DO CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO QUE DEVEM ESTAR PROTEGIDAS POR BARREIRAS MECÂNICAS DE PROTEÇÃO DESCARTÁVEIS?

Toda superfície da cadeira odontológica, na qual o paciente é atendido, deve estar envolvida com uma barreira mecânica de proteção. Usualmente, os profi ssionais

utilizam para isso o fi lme de PVC. Observar o emprego destas barreiras nas alças e interruptores do refl etor, nas mangueiras do sugador de saliva, nos puxadores da mesa

em que estão dispostos os motores, comumente utilizados durante os atendimentos. A seringa de ar/água, os motores de alta e baixa rotação devem ser protegidos por

uma barreira. O cone do aparelho de radiografi a também deve receber uma proteção. Para os casos cirúrgicos, as barreiras mecânicas de proteção, geralmente são confeccionadas

em TNT, embaladas em sacos especiais e esterilizadas em óxido de etileno, devendo ser descartada após

a utilização.

3. QUAIS OUTROS EQUIPAMENTOS TAMBÉM DEVEM SER PROTEGIDOS POR BARREIRA MECÂNICA DESCARTÁVEL?

Os equipamentos de fotopolimerização para resinas, aqueles que emitem uma luz azul e os de laser também deverão estar envolvidos com o fi lme de PVC.

Nesta lista, incluem-se também os cabos dos aparelhos, como: o bisturi eletrônico, o jato de bicarbonato e do removedor de tártaro dentário.

Kit cirúrgico esterilizado de EPI e barreira mecânica destinados ao atendimento odontológico

4. A BARREIRA MECÂNICA DESCARTÁVEL É UMA MEDIDA EFICAZ NO CONTROLE DE INFECÇÃO CRUZADA?

Sim. Entretanto, a utilização de barreira por si só não garante o controle de infecção cruzada em ambiente odontológico. É necessário que o Cirurgião- Dentista e sua equipe de auxiliares de consultório

odontológico sigam rigidamente um protocolo de biossegurança no sentido de evitar a disseminação de doenças e acidentes ocupacionais.

5. MAS, O QUE É DE FATO INFECÇÃO CRUZADA? COMO ISTO OCORRE EM ODONTOLOGIA?

A infecção cruzada é a passagem de microrganismos de um indivíduo infectado para outro suscetível. A infecção cruzada ocorre da seguinte forma: dos pacientes para a equipe odontológica; da equipe odontológica

para os pacientes; de paciente para paciente via equipe odontológica; de paciente para paciente via instrumental contaminado. Observa-se que o instrumental utilizado nos atendimentos deverá passar por criterioso processo

de limpeza, antes de sofrer os processos de desinfecção e esterilização, sendo que este último é o meio mais efetivo na eliminação de agentes causadores de doenças.

6. PARA EVITAR RISCOS DE INFECÇÕES CRUZADAS E ACIDENTES DURANTE O ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO, O PACIENTE DEVE RECEBER ALGUMA PROTEÇÃO?

Recomenda-se que o olho do paciente seja resguardado com óculos de proteção. É comum também a colocação do avental descartável sobre o colo – peito do paciente. Tais cuidados são efi cazes, principalmente

contra respingos de substâncias contaminadas e/ou tóxicas. Observa-se ainda que, durante os atendimentos os riscos aumentarão à medida que aerossóis e resíduos particulados são formados durante os procedimentos odontológicos.